Você prefere ter razão ou interesse

Você prefere ter razão ou interesse?

Imagine o que aconteceria se não cedermos à compulsão de estar certa, para ter uma resposta definitiva às perguntas da vida, muitas das quais não podem ser respondidas? Como nosso mundo pode se expandir se abraçarmos a idéia de que as perguntas sobre coisas importantes são mais significativas do que as respostas?
Quando abandonamos a resposta instintiva de oferecer “a” resposta, descobrimos que as interpretações e as soluções são ilimitadas.

Imagine passar um dia sem se apegar a idéias, pessoas ou atividades familiares.

Podemos fazer mais perguntas e oferecer menos declarações, abrindo a porta para idéias inovadoras ou provocativas.

Podemos perceber as crenças desgastadas que estamos reformulando há anos e abrir espaço para novas reviravoltas sobre temas cansados.

Podemos encontrar alguém que nos ensine a cozinhar algo que faça o nosso paladar dormir.
Podemos percorrer uma nova estrada e encontrar alguém que precise de nossa ajuda.

Podemos ter uma aventura ou começar um novo hobby, estimulando o crescimento de novas células cerebrais – todos podemos fazer com mais algumas delas.

Podemos experimentar o mundo mais como um bar de tapas que nos tenta com muitas pequenas mordidas e menos como uma cafeteria estéril de repetir quartas-feiras com bolo de carne e batatas.

Podemos nos tornar mais atraentes, especialmente para nós mesmos. Quando nos interessamos, nos tornamos interessantes.
Podemos nos ver. “Sawubona” ​​é uma palavra usada como uma saudação pela tribo zulu na África. Significa “eu vejo você”. Oi, pode ficar bem, mas sawubona é rico.

Podemos nos cumprimentar sem máscaras, defesas ou fachadas, as quais são exaustivas de manter.
Quando descartamos a necessidade de estar certo, imediatamente nos tornamos mais atraentes, porque estamos interessados ​​em algo fora de nós mesmos. Quem não se sente atraído por alguém aberto e receptivo a nós e a nossas idéias?

Mantemos firme nossas perspectivas limitadas porque elas criam uma sensação de segurança, de estar no controle e nos permitem esquecer por um momento que não estamos no controle de muita coisa. Tirar as antolhos e deixar de lado nossas opiniões significa que chegamos em casa para nossos desconfortos. O mundo é assustador e a vida é complicada. Todos sabemos como termina.

Para lidar com a realidade de nossas vidas de maneira saudável, precisamos deixar de ter a resposta certa, que é fútil e mantém a divisão que nos destrói violentamente e nos separa, para estarmos certos de nós mesmos.

Tudo muda quando ficamos quietos, colocamos a mão na barriga ou no coração e fazemos a pergunta: “O que parece certo para mim?” Entramos em contato com um lugar de sabedoria inerente que nos leva para casa para nós mesmos.

Vemos que estar “certo” é muito menos satisfatório do que sentir-se bem conosco mesmos. Encontramos verdades internas que refletem nosso eu mais generoso e corajoso, levando-nos a nos unir e nos guiando a cuidar do bem-estar um do outro.

 

Referência


Terapia de Casal RJ